É possível ser designer gráfico e usar Linux?

May 18, 2017

 

tirado de  >>>>   https://medium.com/@thiagoabreuon/designercomlinux-ad7c8fed06be   <<<<

 

Olá a todos! É um prazer enorme estar de volta aqui no Medium para falar de um assunto tão legal e que eu particularmente amo falar sobre que é da possibilidade de ser designer gráfico utilizando Software Livre. Com uma experiência de recém completados 3 anos sendo designer gráfico e utilizando apenas Linux como sistema operacional e software livre para os trabalhos, a resposta é bem clara: sim, é possível!

Neste texto eu quero apenas esmiuçar alguns pontos que muitas vezes os designers não entendem ao quererem migrar todo o seu trabalho para o Software Livre. Vamos aos pontos.

1. Não dá pra ser de uma hora pra outra

Sei que neste ponto as pessoas muitas vezes podem até discordar da minha opinião, mas você não consegue mudar todo o seu processo de trabalho de uma vez. Primeiro porque você vai perder produtividade por estar se acostumando e depois que tendo uma determinada demanda e querendo mudar de uma hora pra outra é capaz de você perder tudo.

Comece no dual boot. Se o seu desejo é usar Linux, comece aos poucos. Vá tentando fazer as mesmas coisas que você faz no proprietário no software livre e vá se habituando a cada vez mais usar Linux ao invés de Windows. Lembrando que essa é uma dica para quem quer usar apenas Software Livre, incluindo o sistema operacional. Se você quer continuar usando o Windows mas quer usar o GIMP, Inkscape, Scribus e Blender, é só instalá-los que todos tem versões para o sistema da Microsoft também. Eu recomendo fortemente a utilização de Linux por questão de produtividade. Grande parte desses softwares tem rendimento superior no sistema do Pinguim.

2. O fantasma do CMYK

Esse eu confesso que tenho um pouco de raiva porque tem sido o que mais eu ouço nos últimos tempos. “Ah, mas Software Livre não tem saída CMYK”. Eu discordo totalmente dessa afirmação e fui atrás de entender melhor sobre isso justamente por querer migrar todo o meu trabalho para o Linux. Além de ter o Scribus que tem a bendita saída e inúmeras ferramentas online, eu fiz inclusive um vídeo sobre como fazer um cartão de visitas utilizando o Inkscape e dando saída CMYK.

Se a sua preocupação e medo tem 4 cores: ciano, magenta, amarelo e preto, relaxa, meu amigo. O pinguim consegue suprir suas necessidades.

“Ah, mas no sofware X isso é muito mais intuitivo”. Isso me leva pro meu terceiro ponto.

3. Aprenda a desaprender

Exatamente isso que você leu. Você está querendo migrar seu trabalho e fica procurando fazer as coisas exatamente como fazia no software proprietário. Você só esquece que são softwares diferentes, amigão. O que tem em um pode não ter em outro. A questão é aprender a desaprender. Eu canso de ver frases como: “Eu fazia assim no Photoshop…” e vem uma explicação de linhas e linhas sobre isso. São softwares diferentes. O GIMP não é um Photoshop do software livre. O GIMP é o GIMP. De parecido com o Photoshop só o fato dos dois serem softwares de manipulação de imagens.

Aprenda a desaprender os softwares que usava. Não aprenda ferramentas, aprenda conceitos para aplicar nos seus trabalhos. Desse jeito, mesmo te dando uma folha de papel você vai saber o que fazer.

Por outro lado, aprenda a usar as ferramentas que você precisa. É designer e faz panfletos e cartões e costuma utilizar o Illustrator ou o Corel? Aprenda então sobre o Inkscape e sobre o SK1 (que aliás tem saída CMYK) e mude aos poucos suas ferramentas. Novamente, entendendo os conceitos e estudando minimamente a ferramenta, o resultado pode ser tão bom ou até mesmo melhor utilizando software livre. Como já disse em um texto em minha fanpage: “No fim, nosso trabalho é criar e editar imagens. Os clientes querem o resultado final que no caso é uma imagem. Os meios não importam quando o resultado é agradável ao cliente.”

4. Ajude o software a melhorar

Essa eu acho uma das grandes vantagens de usar Software Livre. Você não é só um usuário. Você é também parte integrante do time de desenvolvimento. Mas como assim?

No Software Proprietário você compra lá a licença e tem lá um produto fechado com todas as ferramentas.

No Software Livre os projetos estão em constante evolução e isso é sensacional porque você tem contato direto com os desenvolvedores do software. Você pode dar sugestões e eles próprios falam com você sobre as possibilidades dessa função ser implementada. Além disso, muitos projetos tem metas monetárias para concluírem determinada ferramenta. Você ajuda se quiser, no projeto que quiser e da forma que preferir. Isso é incrível e tira você do papel de mero usuário de ferramenta. Você se torna um colaborador do projeto mesmo sem saber escrever uma linha de código.

Bom, pessoal. Por hoje é só. Falei bastante sobre ser possível se tornar um designer gráfico utilizando Linux. Espero que vocês tenham curtido mais esse post, que eu tenha conseguido ajudá-los a abrir a mente e que tenha gerado algumas ideias para a migração de seus trabalhos. Se tiverem dúvidas em relação ao assunto, fiquem à vontade. A caixa de comentários está aberta para vocês.

Um grande abraço e até a próxima.

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